| O surgimento
do filtro de papel
Na Alemanha, em 1908, a dona de casa Melitta Bentz
não se adaptava aos coadores de pano. Buscou, então,
coar o seu café em uma caneca de latão, com o fundo
perfurado e recoberto por um pedaço de papel utilizado para
reter tinta (mata-borrão). O processo deu tão certo
que seu invento foi patenteado e, num pequeno quarto, ergueu sua
empresa. Na feira de amostras da cidade de Leipzig, Melitta vendeu
mais de mil porta filtros, dando início à expansão
do negócio. Os coadores de papel logo se tornaram sucesso
e em 1929 o invento já era exportado. A empresa, batizada
como Melitta, ampliou sua atuação e chegou ao Brasil
em 1968.
Solúvel nasceu nos Estados
Unidos
Em 1838, uma determinação do Congresso
dos Estados Unidos obrigou que o exército mudasse a bebida
oferecida a seus soldados. O rum foi abolido da dieta e trocado
pelo café. Porém, operacionalmente a mudança
trouxe problemas, o que fez com que os militares começassem
a receber um extrato de café, em forma líquida. Essa
foi a primeira tentativa de se fazer um café instantâneo.
Satori Kako, um químico japonês radicado em Chicago,
começou a estudar a melhor forma de se obter esse tipo de
café. Em 1901, ele inventou um café em pó instantâneo
que foi vendido na exposição Pan-americana de Nova
Iorque.
Em 1906, o químico norte-americano G. Washington adaptou
a idéia de Kako e criou um solúvel refinado, que foi
comercializado em grande escala. Na segunda guerra mundial o café
solúvel foi amplamente utilizado pelas tropas dos Estados
Unidos, sendo que, ao longo do conflito, o exército do país
consumiu expressivos 100 mil quilos do produto. Até os anos
50, havia dois tipos de café instantâneo: o comum,
como o atualmente conhecido, e o tipo que necessitava de inclusão
de hidratos de carbono. Essa forma de café caiu em desuso.
As formas de consumo do café
no mundo
Que o café é, ao lado da cerveja,
a bebida mais popular do planeta todos sabem. Contudo, as formas
de consumo do produto são tão diversas, que podem
fazer com que o tomador mais desavisado tenha grandes surpresas.
Veja como o café é consumido em alguns lugares do
mundo:
- França: o produto, na maioria das vezes,
é bebido juntamente com chicória.
- Áustria: pode-se beber o produto juntamente
com figos secos, sendo que em Viena, a capital do país,
é uma tradição o oferecimento de bolos e
doces para acompanhar o café com chantilly.
- África e Oriente Médio: é
comum acentuar o sabor do café com algumas especiarias,
tais como canela e cardomomo, alho ou gengibre.
- Bélgica: o produto é servido
com um pequeno pedaço de chocolate, colocado no interior
da xícara, que será derretido quando entrar em contato
com o café.
- Itália: o café expresso preto
é servido em xícaras pequenas, acompanhadas de tiras
de limão.
- Grécia: o café é acompanhado
por um copo de água gelada.
- Cuba: o café é bebido bastante
forte e doce, e em um só gole.
- Sul da Índia: o café é
misturado com açúcar e leite e servido com doces.
- Alemanha: é servido com leite condensado
ou chantilly.
- Suíça: adiciona-se ao café
um licor, o "kirsch".
- México: em muitos lugares, o café
é oferecido gratuitamente e pode ser consumido em grandes
quantidades. O chamado café americano, como é conhecido
no México, é o mais consumido e é uma cópia
do que se bebia até poucos anos nos Estados Unidos: aguado
e com pouco sabor.
Bebês não são afetados pelo
café
Mulheres grávidas podem consumir café,
ao contrário do que acreditam algumas pessoas temerosas pela
saúde do bebê. Pesquisadores suecos apontaram que o
consumo do produto, ao longo do período de gestação,
não afeta o peso do bebê. Uma pesquisa de mais de três
anos, realizada pelo Instituto Karolinska, em Estocolmo, estudou
900 mulheres grávidas suecas consumidoras regulares de café,
sendo que todas elas deram à luz bebês saudáveis.
Fonte: Webcare - Saúde on-line (www.webcare.pt).
As cafeteiras nasceram na França
O consumo de café na Europa remonta ao final
do século XVII, quando os turcos chegaram a Veneza. Os otomanos
já tinham o café como um de seus hábitos e
o produto passou também a ser apreciado pela população
local. Porém, os otomanos tomavam café por infusão:
jogava-se água fervente em uma xícara, na qual havia
café moído. Com o sabor que não agradava o
paladar de todos, buscou-se inovações no preparo do
produto.
No final do século seguinte, François Antoine Descroisilles,
um farmacêutico francês, inventou a cafeteira, que possuía
dois recipientes separados e que permitia que um filtro ficasse
entre a água e o café. Anos mais tarde, Antoine Cadet
de Vaux, um químico francês, inventou a cafeteira de
porcelana. Outra revolução na forma de fazer café
só foi observada no final da segunda guerra mundial, quando
Achille Gaggia, inventor italiano, criou a máquina de café
expresso.
Fonte: www.saborcafe.com.br
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